Priscila Soares Falchi, psicóloga e psicanalista em Santo André
Como é a primeira sessão de psicanálise online

Como é a primeira sessão de psicanálise online

Marcar a primeira sessão de psicanálise online costuma ser mais difícil do que fazer. Quem chega no atendimento online quase sempre chega com a mesma pergunta guardada. E agora, como é que isso funciona?

Este texto responde a isso em detalhe, do que preparar antes até o que acontece nos dias seguintes. É o passo a passo mesmo, não sobre teoria, para você chegar sabendo o que esperar.

Antes da primeira sessão: o que preparar

Você precisa de três coisas, e nenhuma delas é sofisticada.

  • Um lugar onde ninguém entre. Não precisa ser bonito nem silencioso a ponto de parecer estúdio. Precisa ser um lugar onde você não vá se interromper para baixar a voz.
  • Fone de ouvido. Faz mais diferença do que a câmera. Ele protege o que você diz de quem está na casa e melhora muito o que você escuta.
  • Conexão estável. Estável importa mais do que rápida. Uma conexão modesta e constante funciona melhor do que uma rápida que cai.

Se você mora com outras pessoas e não tem um cômodo só seu, duas saídas costumam resolver, o carro estacionado, que é mais usado do que se imagina, ou combinar o horário com quem divide a casa. Já atendi gente que faz sessão do carro há anos.

Uma última coisa prática. Deixe um copo de água por perto e o celular no silencioso. Parece detalhe, mas evita a interrupção justo quando você chegou a algum lugar.

Primeira sessão de psicanálise online por videochamada

Os primeiros minutos

A chamada abre no horário combinado, e os primeiros minutos costumam ser de acomodação. Muita gente pede desculpa por estar nervosa, ou avisa que não sabe por onde começar. As duas coisas são absolutamente comuns.

Eu não faço entrevista de anamnese com formulário. Não existe uma lista de perguntas a preencher. O que existe é um convite para você falar do que te trouxe, na ordem que vier.

O que se fala numa primeira sessão

Você não precisa chegar com o problema organizado. Aliás, se ele estivesse organizado, provavelmente já teria se resolvido.

O mais comum é começar pelo que está mais em cima, uma situação recente, um sintoma que apareceu, uma decisão travada. A partir dali, a conversa vai onde precisa ir. Às vezes o assunto do dia se revela ligado a algo de vinte anos atrás, e isso aparece sozinho.

Se você chegar sem saber o que dizer, tudo bem. "Não sei por onde começar" é um começo perfeitamente bom, e diz mais do que parece.

O silêncio, e por que ele não é problema

No online o silêncio assusta mais, porque a tela sem som parece travamento. Vale saber de antemão que o silêncio faz parte, e não é falha de conexão nem constrangimento.

Quando você para no meio de uma frase, esse ponto costuma ser importante. Eu não vou preencher esse espaço com pergunta só para evitar o vazio. Se a pausa for longa demais e você quiser, é só dizer.

Como a sessão termina

A primeira sessão tem cinquenta minutos, como todas as outras, e eu sinalizo o fim. O tempo delimitado faz parte do método, não falta de interesse, e o que ficou pela metade volta na semana seguinte, quase sempre transformado.

Na primeira sessão os minutos finais servem também para o combinado prático, frequência, horário fixo, valor e forma de pagamento. Nada disso fica subentendido.

O que acontece depois

É comum sair da primeira sessão de psicanálise online com uma sensação estranha, difícil de nomear. Alívio misturado com cansaço, às vezes vontade de chorar no meio da tarde. Isso não é sinal de que deu errado.

Também é comum o assunto continuar rendendo durante a semana. Uma frase que você mesma disse volta na segunda-feira e faz outro sentido. Esse trabalho fora da sessão é parte do processo.

Uma diferença prática do online. No consultório existe o caminho de volta, que serve de transição. Em casa, a sessão acaba e a vida está do outro lado da porta. Vale reservar quinze minutos depois, sem compromisso em seguida.

As dúvidas que quase todo mundo tem

Preciso ligar a câmera? Sim, e isso não é formalidade. Ver o rosto muda a qualidade da escuta dos dois lados.

E se eu chorar? Vai acontecer, e não tem problema nenhum. Não precisa se desculpar nem desligar a câmera.

E se cair a conexão? A gente retoma. Combinamos isso na primeira sessão, e uma queda não encerra o encontro.

Uma sessão só resolve? Não, e quem promete isso está vendendo outra coisa. A primeira sessão serve para vocês dois verem se faz sentido seguir juntos. Sobre quanto tempo dura o processo, escrevi em quanto tempo dura uma análise.

É a mesma coisa que presencial? Em quase tudo. O que a pesquisa mostra sobre isso está em psicanálise online: como funciona, com as regras do Conselho Federal de Psicologia e as meta-análises de 2024.

Se você quiser marcar essa primeira conversa, é por aqui. Atendo online para todo o Brasil.

O medo que costuma vir antes da primeira sessão

Vale nomear o que trava muita gente na véspera, porque quase ninguém diz em voz alta.

O primeiro é o medo de não ter assunto suficiente. A pessoa imagina que vai chegar, falar por dez minutos e ficar sem nada. Na prática acontece o contrário. Cinquenta minutos passam rápido, e o mais comum é a sessão acabar no meio de uma frase.

O segundo é o medo de estar exagerando. "Tem gente com problema muito pior que o meu." Não existe uma medida mínima de sofrimento para procurar um psicólogo, e comparar dor com a dor dos outros só serve para adiar.

O terceiro é mais específico do online, o receio de que pela tela não vá funcionar. É uma dúvida legítima, e a pesquisa recente responde a ela com clareza. Escrevi sobre isso em psicanálise online.

O combinado: frequência, valor e faltas

Três pontos ficam definidos já na primeira sessão, para não sobrar mal-entendido depois.

Frequência. Uma vez por semana, em horário fixo. O horário fixo cria a continuidade que sustenta o trabalho, não é burocracia. O que foi dito numa sessão segue produzindo efeito durante a semana e volta transformado na seguinte.

Valor e pagamento. Combinados na primeira conversa, sem surpresa depois. Se o valor for um problema, é melhor dizer logo. Existe conversa possível, e adiar por causa disso costuma custar mais caro lá na frente.

Faltas e remarcações. Também se combina no começo. Imprevisto acontece com todo mundo, e ter a regra clara evita que a falta vire constrangimento.

Como conferir quem vai te atender

Duas coisas são objetivas e você pode conferir antes de qualquer conversa, em qualquer profissional.

A primeira é o registro no Conselho Regional de Psicologia, que todo psicólogo tem e pode informar. Dá para consultar no cadastro nacional do Conselho Federal de Psicologia, que é público e gratuito.

A segunda é a formação em psicanálise, que é diferente da graduação em psicologia. Perguntar isso é informação que você tem direito de ter antes de escolher, não falta de educação.

É normal ter silêncio durante a sessão de psicanálise online?

Sim, o silêncio faz parte do processo, não é falha de conexão nem constrangimento. No atendimento online ele costuma assustar mais, porque a tela sem som parece travamento, mas quando a pessoa para no meio de uma frase, esse ponto geralmente é importante, e não precisa ser preenchido com uma pergunta só para evitar o vazio.

O que preciso preparar antes da primeira sessão de psicanálise online?

Você precisa de três coisas, e nenhuma delas é sofisticada. Um lugar onde ninguém entre, que não precisa ser bonito nem silencioso a ponto de parecer estúdio, só um lugar onde você não vá se interromper para baixar a voz. Fone de ouvido, que faz mais diferença do que a câmera, porque protege o que você diz de quem está na casa e melhora muito o que você escuta. E conexão estável, porque uma conexão modesta e constante funciona melhor do que uma rápida que cai.

Quanto tempo dura a primeira sessão e o que é combinado nela?

A primeira sessão tem cinquenta minutos, como todas as outras. Nos minutos finais, é combinado o prático, frequência, horário fixo, valor e forma de pagamento. A frequência costuma ser uma vez por semana, em horário fixo, porque isso cria a continuidade que sustenta o trabalho. O valor e a forma de pagamento são combinados na primeira conversa, sem surpresa depois.

É normal ter medo de não ter assunto suficiente na primeira sessão?

É um dos medos mais comuns. A pessoa imagina que vai chegar, falar por dez minutos e ficar sem nada. Na prática acontece o contrário, cinquenta minutos passam rápido, e o mais comum é a sessão acabar no meio de uma frase.

Continue lendo sobre atendimento online

Diferenças entre psicanálise, psicologia e psiquiatria

Diferenças entre psicanálise, psicologia e psiquiatria

A saúde mental é um tema que vem se tornando cada vez mais discutido e valorizado no Brasil e no mundo, principalmente após o advento da pandemia de COVID-19. Isso se deve ao expressivo aumento de pessoas acometidas por quadros de estresse, ansiedade, depressão entre outros problemas emocionais. Cada vez é possível perceber o quanto as pessoas estão procurando ajuda profissional para lidarem com essas questões. Neste contexto, a psicanálise, a psicologia e a psiquiatria desempenham um papel de grande importância.

No post de hoje, falarei um pouco sobre as diferenças entre essas três áreas da saúde mental e como cada uma pode ajudar as pessoas em geral a lidarem melhor com seus problemas emocionais e conflitos internos.

Vamos lá? Boa leitura!

Psiquiatria, psicologia e psicanálise: onde cada uma atua

Embora a psicanálise, a psicologia e a psiquiatria atuem no âmbito da saúde mental e emocional, é importante saber que se tratam de áreas distintas, e que cada uma delas possui sua própria abordagem e métodos de tratamento.

A psicanálise

A psicanálise é um campo clínico de investigação teórica da psique humana, cujo método terapêutico desenvolvido por Sigmund Freud no final do século XIX e início do século XX postula que muitos problemas emocionais e psicológicos são causados por conflitos inconscientes. O objetivo da psicanálise é ajudar o sujeito a trazer à consciência esses conflitos inconscientes, e a partir disso resolvê-los. O processo de análise psicanalítica envolve um tratamento de longo prazo e pode durar meses ou até anos, por meio de sessões regulares de terapia, em geral semanais.

Ao longo de cada sessão, o paciente é encorajado a falar livremente sobre seus pensamentos, lembranças, sentimentos e experiências, enquanto o terapeuta atua no sentido de facilitar as interpretações, auxiliar na resolução de traumas, medos e dores emocionais.

O psicanalista em seu processo de análise não fornece conselhos ou soluções diretas, mas sim ajuda o paciente a descobrir suas próprias soluções.

Sessão de aconselhamento profissional em consultório

A psicologia

A psicologia, por sua vez, é uma ciência que estuda os processos mentais, o comportamento e as interações e a mente do sujeito, assim como sua relação com o seu ambiente em que vive e sua interação social. Os psicólogos usam métodos científicos para estudar como as pessoas pensam, sentem e se comportam.

Eles também estudam a relação entre o comportamento humano, fatores físicos, sociais e ambientais. Dentro da área da psicologia existem, por sua vez, uma série de abordagens que podem nortear o processo de tratamento dos pacientes, ou clientes. Dentre essas abordagens destacam-se a TCC - Terapia Cognitivo Comportamental, a Gestalt, a psicologia Humanista, a Fenomenologia e a própria Psicanálise.

Além da prática clínica, os psicólogos podem trabalhar em uma série de segmentos, incluindo o escolar, social e organizacional. Eles também podem trabalhar no campo da pesquisa, ensino e desenvolvimento de políticas públicas.

A psiquiatria

A psiquiatria, por sua vez, é uma especialidade da medicina que se concentra no diagnóstico, prevenção e tratamento de distúrbios e transtornos mentais. Os psiquiatras são obrigatoriamente médicos que se especializaram em psiquiatria. Eles podem prescrever medicamentos e realizar procedimentos médicos no sentido de auxiliar os pacientes na cura ou no alívio do sofrimento psíquico. Os psiquiatras podem atuar em clínicas, hospitais psiquiátricos e em outros ambientes de cuidados de saúde mental.

Os psiquiatras geralmente usam uma abordagem biopsicossocial para o tratamento de transtornos mentais. Isso significa que eles consideram não apenas a biologia do paciente, mas também seus fatores psicológicos e sociais. Além disso, os psiquiatras podem trabalhar em estreita colaboração com outros profissionais de saúde mental, como psicólogos e assistentes sociais, para fornecer um tratamento abrangente e integrado.

Diferenças entre as áreas de saúde mental

A principal diferença entre a psicanálise, a psicologia e a psiquiatria é o método de tratamento. A psicanálise é um método de terapia que se utiliza da linguagem e das expressões verbais no intuito de explorar o inconsciente do paciente. A psicologia usa métodos científicos para estudar o comportamento humano e a mente e pode incluir terapia verbal, terapia cognitivo-comportamental, terapia comportamental e outras abordagens. A psiquiatria é uma especialidade médica que envolve o uso de medicamentos e outras terapias biológicas para tratar transtornos mentais.

Além disso, as três áreas diferem em seus enfoques teóricos. A psicanálise é baseada na teoria psicanalítica de Sigmund Freud, que enfatiza o papel do inconsciente na formação da personalidade e do comportamento. A psicologia, por outro lado, inclui várias teorias diferentes, incluindo a psicologia cognitiva, a psicologia comportamental, a psicologia humanista e outras abordagens.

A psicanálise, a psicologia e a psiquiatria são, portanto,  áreas distintas da saúde mental que tratam de problemas psicológicos e emocionais, mas cada uma delas possui sua própria abordagem e métodos de tratamento. Embora possam parecer semelhantes em alguns aspectos, é importante entender suas diferenças e como elas podem afetar o tratamento de problemas emocionais e mentais.

Abordagens

Embora a psicanálise, a psicologia e a psiquiatria tenham abordagens diferentes para o tratamento de problemas emocionais e mentais, é importante reconhecer que elas podem se sobrepor em alguns aspectos. Por exemplo, muitos psicólogos e psiquiatras usam técnicas de terapia verbal que são semelhantes à psicanálise. Além disso, alguns psicólogos e psiquiatras podem usar abordagens complementares, como terapia cognitivo-comportamental, que enfatizam a importância do comportamento humano e do ambiente.

Uma das principais diferenças entre a psicanálise, a psicologia e a psiquiatria é a duração e a intensidade do tratamento. A psicanálise é uma terapia efetiva que propõe resultados satisfatórios em um processo longo e intenso, que pode levar tempo para ser concluído. A psicoterapia clínica, por outro lado, pode ser mais curta e focada em objetivos específicos, como aliviar sintomas específicos de um transtorno mental. A psiquiatria geralmente envolve um tratamento mais breve, com um foco maior no uso de medicamentos para aliviar sintomas agudos de transtornos mentais graves.

Outra diferença importante é o nível de formação exigido para trabalhar em cada área. Por exemplo,  psicanálise exige um alto nível de treinamento e supervisão, fazendo com que a formação do psicanalista envolva anos de profundo estudo teórico, além da prática clínica. A psicologia exige curso de graduação, com estágios e treinamento supervisionado. A psiquiatria exige um diploma de medicina e residência em psiquiatria, além de treinamento adicional em psiquiatria.

Na psicanálise, a relação entre o paciente e o terapeuta é fundamental. O psicanalista é visto como um guia ou facilitador, que ajuda o paciente a descobrir a causa do sofrimento e facilita na resolução do problema. Na psicologia e na psiquiatria, a relação entre o paciente e o terapeuta é importante, mas não interfere propriamente na implementação de técnicas e estratégias de terapia.

Além disso, é importante reconhecer que essas diferenças não significam que uma abordagem seja melhor ou pior do que a outra. Cada área tem suas próprias forças e limitações, e o tratamento ideal pode depender das necessidades individuais do paciente. Por exemplo, uma pessoa que sofre de um transtorno mental grave pode se beneficiar mais de um tratamento combinado de medicamentos  receitados por um psiquiatra e um tratamento psicológico, enquanto outra pessoa pode se beneficiar mais de uma abordagem psicanalítica.

O diálogo entre a psicanálise e a pesquisa contemporânea sobre o cérebro é discutido em Freud e as neurociências, na revista Psicologia em Estudo.

Resumo

Em resumo, a psicanálise, a psicologia e a psiquiatria são áreas distintas da saúde mental que têm suas próprias abordagens e métodos de tratamento. Embora possam parecer semelhantes em alguns aspectos, é importante entender as suas diferenças e como elas podem afetar o tratamento de problemas emocionais e mentais. Cada abordagem tem suas próprias forças e limitações, e o tratamento ideal pode depender das necessidades individuais do paciente. É importante lembrar que o tratamento deve ser personalizado e adaptado às necessidades de cada pessoa, levando em consideração sua história pessoal, suas circunstâncias atuais e suas necessidades emocionais e mentais.

priscilafalchi.com.br atendimento de psicanalise online uma abordagem moderna e acessivel botao agendamento

É possível fazer psicanálise e psiquiatria ao mesmo tempo?

Sim, e muitas vezes é o mais indicado. As três áreas podem se sobrepor e se complementar, a psiquiatria trata com medicação quando há necessidade médica, enquanto a psicanálise trabalha as raízes inconscientes do sofrimento num processo mais longo. Em casos moderados e graves, a combinação costuma trazer melhor resultado do que uma abordagem isolada.

Qual é a principal diferença entre psicanálise, psicologia e psiquiatria?

A principal diferença está no método de tratamento. A psicanálise usa a linguagem e as expressões verbais para explorar o inconsciente do paciente. A psicologia usa métodos científicos para estudar o comportamento humano e a mente, e pode incluir terapia verbal, terapia cognitivo-comportamental e outras abordagens. Já a psiquiatria é uma especialidade médica que envolve o uso de medicamentos e outras terapias biológicas para tratar transtornos mentais.

Só o psiquiatra pode prescrever remédio, ou o psicólogo e o psicanalista também podem?

Só o psiquiatra pode prescrever medicamentos, porque é obrigatoriamente médico, especializado em psiquiatria, e pode realizar procedimentos médicos para ajudar no alívio do sofrimento psíquico. Psicólogos e psicanalistas trabalham por meio da fala e não têm formação médica nem podem prescrever remédio.

Qual é o papel do psicanalista durante uma sessão de análise?

Ao longo de cada sessão, o paciente é encorajado a falar livremente sobre seus pensamentos, lembranças, sentimentos e experiências. O psicanalista não fornece conselhos ou soluções diretas, mas ajuda o paciente a descobrir suas próprias soluções.

Se você quer entender a base de tudo isso, o que é a psicanálise, de onde ela vem e como funciona na prática, escrevi um texto de fundamentos, afinal, o que é psicanálise?

Continue lendo sobre psicanálise

Priscila Soares Falchi
Privacidade

Usamos os cookies para entender como é sua navagação no site, para assim melhorar sua experiência com atualizações futuras!